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Mercado eleva previsão de inflação para 4,86% em 2026

Boletim Focus do Banco Central aponta sétima alta seguida na projeção do IPCA e revisões para Selic, PIB e câmbio.

27/04/2026 às 14:33
Por: Redação

As expectativas do mercado financeiro para a inflação em 2026 sofreram um novo reajuste para cima, atingindo 4,86% ao final do ano, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Esta é a sétima semana consecutiva de aumento na projeção, divulgada nesta segunda-feira (27) no Boletim Focus pelo Banco Central (BC).

 

Na avaliação anterior do boletim, a estimativa para o IPCA de 2026 era de 4,80%, um percentual que já superava os 4,31% que haviam sido previstos quatro semanas antes.

 

Para os anos subsequentes, as projeções dos analistas de mercado indicam uma inflação de 4% em 2027 e de 3,61% em 2028.

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que, em março, a inflação oficial do país registrou 0,88%, impulsionada principalmente pela alta nos preços dos transportes e da alimentação, contrastando com os 0,7% observados em fevereiro. O IPCA acumulado nos últimos 12 meses alcançou 4,14%.

 

Projeções para a Taxa Básica de Juros

 

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, como ferramenta primordial para controlar a inflação. Atualmente, a Selic está fixada em 14,75% ao ano.

 

A previsão do mercado para a Selic ao final de 2026 permanece em 13%, o mesmo patamar da semana anterior. Contudo, essa estimativa representa um aumento de 0,5 ponto percentual em relação às projeções de quatro semanas atrás, que apontavam para 12,5%.

 

As projeções para a taxa Selic nos anos de 2027 e 2028 são de 11% e 10%, respectivamente.

 

Em um comparativo histórico, a Selic esteve em 15% ao ano, o que representou o nível mais elevado desde julho de 2006, quando alcançou 15,25% ao ano. Entre setembro de 2024 e junho de 2025, a taxa foi ajustada para cima por sete vezes consecutivas.

 

Estimativas para PIB e Câmbio

 

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todas as riquezas produzidas no país, e à cotação do câmbio, o mercado financeiro revisou suas expectativas para baixo na última semana.

 

A projeção para o crescimento da economia brasileira em 2026 é de 1,85%, um valor ligeiramente inferior aos 1,86% estimados na semana passada.

 

Para 2027, o mercado prevê que o PIB do país registre um avanço de 1,80%, enquanto para 2028, a expectativa é de crescimento de 2%.

 

No que diz respeito ao dólar, a previsão é que a moeda estadunidense encerre 2026 valendo 5,25 reais, caso as projeções do mercado financeiro sejam confirmadas. Na semana anterior, a cotação projetada era de 5,30 reais, e há quatro semanas, de 5,40 reais.

 

Para os anos de 2027 e 2028, o Boletim Focus indica expectativas para o dólar de 5,35 reais e 5,40 reais, respectivamente.

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