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CMN aprova crédito para aéreas lidarem com custos elevados

Medida oferece capital de giro e busca evitar aumento de passagens aéreas no país.

24/04/2026 às 11:09
Por: Redação

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nesta quinta-feira (23), a criação de uma nova linha de crédito destinada a auxiliar as companhias de transporte aéreo doméstico. O objetivo principal é fornecer capital de giro para as empresas enfrentarem o crescente aumento de custos operacionais, com destaque para os combustíveis.

 

Essa iniciativa permitirá que as companhias aéreas domésticas obtenham empréstimos para cobrir despesas do dia a dia, como o pagamento de fornecedores, salários e outras necessidades financeiras imediatas, essenciais para a manutenção de suas operações.

 

Origem dos Recursos

 

Os fundos para esta linha de crédito serão provenientes do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), um mecanismo público dedicado ao desenvolvimento do setor aéreo nacional. A operacionalização dos empréstimos será feita através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou de outras instituições bancárias que forem autorizadas pela própria entidade.

 

Condições e Prazos do Financiamento

 

A nova modalidade de crédito estabelece condições específicas para as empresas aéreas, visando proporcionar um alívio financeiro. As regras definidas incluem:

 

  • Um período total para quitação que pode se estender por até cinco anos.
  • Um prazo de carência de até um ano, durante o qual não será exigido o pagamento do valor principal do empréstimo.
  • Um custo básico de juros fixado em quatro por cento ao ano, acrescido das taxas praticadas pelos bancos operadores.

 

Conforme informações divulgadas pelo Ministério da Fazenda, essa estrutura visa oferecer uma folga financeira crucial às empresas, permitindo-lhes gerenciar as dificuldades de curto prazo antes de iniciar a amortização da dívida.

 

Ausência de Garantia Governamental

 

É importante destacar que os empréstimos concedidos por esta linha não contarão com garantia direta do governo federal. Isso significa que, em caso de inadimplência por parte da empresa aérea, o risco de perda recairá integralmente sobre o banco que concedeu o crédito. As instituições financeiras serão as únicas responsáveis por avaliar e mitigar o risco antes de liberar os recursos. Além disso, por se tratar de uma operação financeira específica, a medida não gera impacto direto nas contas públicas.

 

Razões para a Criação da Medida

 

O setor de aviação tem enfrentado uma intensa pressão devido à elevação dos custos operacionais, especialmente aqueles relacionados ao combustível, que representam uma das maiores despesas para as companhias. Essa conjuntura tem gerado desafios de caixa significativos no curto prazo para as empresas.

 

A implementação desta nova linha de crédito visa alcançar múltiplos objetivos, incluindo:

 

  • Prevenir o cancelamento de voos.
  • Assegurar a manutenção da oferta de transporte aéreo em todo o território nacional.
  • Reduzir a necessidade de as empresas repassarem os aumentos de custos diretamente para o preço das passagens.

 

Impacto para os Consumidores

 

Embora a medida não promova uma redução imediata nos valores das passagens aéreas, ela tem como propósito primordial evitar reajustes abruptos. Ao facilitar o acesso a financiamentos com condições mais favoráveis, o governo espera que as companhias não se vejam obrigadas a elevar os preços rapidamente para compensar o aumento de seus custos.

 

A nova regulamentação entrará em vigor imediatamente após sua publicação. A reunião do Conselho Monetário Nacional que aprovou a medida foi presidida pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e contou com a participação do presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

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