Na manhã desta sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi submetido a um procedimento cirúrgico, realizado em São Paulo, para a retirada de uma lesão localizada no couro cabeludo. De acordo com informações do médico Ricardo Kalil, responsável pelo acompanhamento do presidente, o procedimento foi concluído sem intercorrências e Lula deverá aguardar por algumas horas no hospital antes de retornar para casa ainda no mesmo dia.
O procedimento cirúrgico foi conduzido pela médica Cristina Abdala, envolvendo a remoção de uma área de pele situada na região da cabeça. O médico Ricardo Kalil explicou que se tratava de uma lesão cutânea classificada como basocelular, que é considerada a mais frequente em todo o mundo. Ele detalhou que esse tipo de alteração é consequência da exposição solar e, apesar de ser localizada e não apresentar risco de se espalhar para outras partes do corpo, é necessário proceder com a retirada cirúrgica quando há crescimento da lesão.
A médica responsável pelo procedimento, Cristina Abdala, esclareceu que o tecido removido foi encaminhado para análise por biópsia, procedimento padrão para esse tipo de lesão de pele. O diagnóstico apontou que a lesão era de natureza basocelular, reforçando o caráter localizado e pouco agressivo do problema.
Além da cirurgia, o presidente Lula passou por uma infiltração na mão direita, cujo objetivo foi tratar uma tendinite. O médico Ricardo Kalil ressaltou que, apesar dos procedimentos, Lula deve retornar para casa e permanecer em repouso pelos próximos dias, obedecendo à orientação médica. Contudo, essa recomendação não provocará alterações na agenda de compromissos do chefe do Executivo federal.
“Vamos evitar grandes eventos nos próximos dias. Lula não vai tomar medicamento. Ficou uma ferida cirúrgica e é esperar cicatrizar, o que deve demorar um mês. O cuidado agora é curativo, usar chapéu e tocar a vida normal dele”, afirmou o médico.
Kalil destacou ainda que o tratamento realizado não impactará a participação do presidente na campanha presidencial em curso.
“Vai atrapalhar a campanha? A resposta é não. O máximo que vai acontecer é ele aparecer de chapéu, como aconteceu outras vezes”.
A chegada do presidente Lula ao hospital ocorreu por volta das 7 horas da manhã. A intervenção cirúrgica já estava programada previamente e não se tratava de uma situação emergencial. Durante todo o processo, o presidente esteve acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva.
O médico informou que, após a alta hospitalar, os principais cuidados serão relativos à cicatrização da ferida cirúrgica, que deve ocorrer em aproximadamente um mês. Entre as recomendações médicas, destacam-se evitar exposição solar direta, utilizar chapéu para proteção da área afetada e manter a rotina habitual, sem necessidade de medicação específica.
Por fim, foi reforçado que tanto a lesão retirada quanto a tendinite tratada não devem comprometer o ritmo de trabalho do presidente, que seguirá com seus compromissos institucionais e particulares conforme orientação médica.