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Saúde distribui 2,2 milhões de doses de vacina contra covid-19 ao país

Ministério assegura abastecimento nacional e reforça prioridade para grupos vulneráveis

17/04/2026 às 02:54
Por: Redação

O Ministério da Saúde realizou nesta quinta-feira, 16, o envio de 2,2 milhões de doses adicionais da vacina contra a covid-19 para as unidades federativas, incluindo todos os estados e o Distrito Federal. De acordo com a pasta, essa remessa foi planejada para assegurar que os estoques regionais estejam adequados às necessidades de cada localidade.

 

Com esse último envio, o total de doses distribuídas aos estados e ao Distrito Federal, ao longo dos primeiros meses de 2026, chega a 6,3 milhões. O Ministério reforçou em comunicado que essa quantidade é suficiente para manter abastecidos todos os estoques estaduais e municipais do imunizante contra a covid-19.

 

Atualização dos imunizantes e públicos prioritários

As vacinas fornecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estão atualizadas para as variantes do vírus atualmente em circulação no Brasil. O Ministério da Saúde orienta que a vacinação seja priorizada para grupos mais expostos ou suscetíveis a complicações, a fim de ampliar a proteção dessas populações vulneráveis.

 

Cabe ao Ministério da Saúde garantir que haja imunizantes suficientes para todo o território nacional. Já a distribuição para os postos de saúde e o gerenciamento da logística local são responsabilidades dos governos estaduais e municipais, que também monitoram a validade dos lotes e a aplicação das vacinas.

 

Envios anteriores e cobertura vacinal

Entre janeiro e março deste ano, foram encaminhadas 4,1 milhões de doses da vacina contra a covid-19 para os estados. Deste total, 2 milhões de doses já foram aplicadas até o momento.

 

A mais recente remessa, composta por 2,2 milhões de doses distribuídas ao longo desta semana, visa reforçar o abastecimento das regiões para contemplar tanto crianças quanto adultos. O objetivo é ampliar a cobertura e a proteção vacinal em todo o país, dando continuidade ao cronograma regular de entregas.

 

Criterios para vacinação por grupos e idades

O esquema vacinal atualmente adotado contra a covid-19 segue critérios que levam em conta a faixa etária e condições clínicas individuais, direcionando a proteção especialmente aos segmentos mais expostos a agravamentos. As orientações são as seguintes:

 

  • Para pessoas com 60 anos ou mais: administração de duas doses, com intervalo de seis meses entre as aplicações.
  • Gestantes: vacinação prevista em uma dose a cada gestação, independentemente da idade ou do estágio gestacional, desde que haja intervalo mínimo de seis meses entre as doses.
  • Crianças com idade entre seis meses e menos de cinco anos: regime básico de duas ou três doses, a depender do tipo de imunizante empregado.
  • Pessoas imunocomprometidas, a partir dos seis meses de idade: esquema primário de três doses, além da recomendação de doses suplementares semestrais, respeitando intervalo de pelo menos seis meses.
  • População em geral, com idade entre cinco e 59 anos: aplicação de uma dose para aqueles que ainda não tenham sido vacinados previamente.

 

Além desses grupos, as orientações de vacinação abrangem trabalhadores da área da saúde; pessoas com comorbidades; indivíduos com deficiência permanente; populações indígenas; comunidades quilombolas e ribeirinhas; pessoas privadas de liberdade; população em situação de rua; e empregados dos Correios.

 

A recomendação do Ministério da Saúde é para que toda a população procure a unidade básica de saúde mais próxima para conferir a situação vacinal individual e manter o esquema de imunização atualizado, conforme o grupo de risco a que pertence.

 

Dados epidemiológicos recentes

Até o dia 11 de abril de 2026, o Ministério da Saúde registrou 62.586 casos de síndrome gripal causados pela covid-19. Também foram notificadas 30.871 ocorrências de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), sendo 1.456 delas (4,7% do total) atribuídas à covid-19. Ainda conforme os registros oficiais, ocorreram 188 óbitos por SRAG que tiveram como causa a infecção pelo coronavírus.

 

Diante deste cenário, a vacinação permanece como o principal instrumento de proteção da população. O Ministério da Saúde ressalta que os imunizantes oferecidos gratuitamente pelo SUS são considerados seguros e eficazes para reduzir riscos de agravamento, internação hospitalar e mortes em decorrência da doença.

 

“Diante desse cenário, a vacinação continua sendo a principal forma de proteção. As vacinas oferecidas gratuitamente pelo SUS são seguras e eficazes para prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Por isso, é fundamental manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis”, concluiu o ministério.

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