O Ministério da Saúde realizou nesta quinta-feira, 16, o envio de 2,2 milhões de doses adicionais da vacina contra a covid-19 para as unidades federativas, incluindo todos os estados e o Distrito Federal. De acordo com a pasta, essa remessa foi planejada para assegurar que os estoques regionais estejam adequados às necessidades de cada localidade.
Com esse último envio, o total de doses distribuídas aos estados e ao Distrito Federal, ao longo dos primeiros meses de 2026, chega a 6,3 milhões. O Ministério reforçou em comunicado que essa quantidade é suficiente para manter abastecidos todos os estoques estaduais e municipais do imunizante contra a covid-19.
As vacinas fornecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estão atualizadas para as variantes do vírus atualmente em circulação no Brasil. O Ministério da Saúde orienta que a vacinação seja priorizada para grupos mais expostos ou suscetíveis a complicações, a fim de ampliar a proteção dessas populações vulneráveis.
Cabe ao Ministério da Saúde garantir que haja imunizantes suficientes para todo o território nacional. Já a distribuição para os postos de saúde e o gerenciamento da logística local são responsabilidades dos governos estaduais e municipais, que também monitoram a validade dos lotes e a aplicação das vacinas.
Entre janeiro e março deste ano, foram encaminhadas 4,1 milhões de doses da vacina contra a covid-19 para os estados. Deste total, 2 milhões de doses já foram aplicadas até o momento.
A mais recente remessa, composta por 2,2 milhões de doses distribuídas ao longo desta semana, visa reforçar o abastecimento das regiões para contemplar tanto crianças quanto adultos. O objetivo é ampliar a cobertura e a proteção vacinal em todo o país, dando continuidade ao cronograma regular de entregas.
O esquema vacinal atualmente adotado contra a covid-19 segue critérios que levam em conta a faixa etária e condições clínicas individuais, direcionando a proteção especialmente aos segmentos mais expostos a agravamentos. As orientações são as seguintes:
Além desses grupos, as orientações de vacinação abrangem trabalhadores da área da saúde; pessoas com comorbidades; indivíduos com deficiência permanente; populações indígenas; comunidades quilombolas e ribeirinhas; pessoas privadas de liberdade; população em situação de rua; e empregados dos Correios.
A recomendação do Ministério da Saúde é para que toda a população procure a unidade básica de saúde mais próxima para conferir a situação vacinal individual e manter o esquema de imunização atualizado, conforme o grupo de risco a que pertence.
Até o dia 11 de abril de 2026, o Ministério da Saúde registrou 62.586 casos de síndrome gripal causados pela covid-19. Também foram notificadas 30.871 ocorrências de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), sendo 1.456 delas (4,7% do total) atribuídas à covid-19. Ainda conforme os registros oficiais, ocorreram 188 óbitos por SRAG que tiveram como causa a infecção pelo coronavírus.
Diante deste cenário, a vacinação permanece como o principal instrumento de proteção da população. O Ministério da Saúde ressalta que os imunizantes oferecidos gratuitamente pelo SUS são considerados seguros e eficazes para reduzir riscos de agravamento, internação hospitalar e mortes em decorrência da doença.
“Diante desse cenário, a vacinação continua sendo a principal forma de proteção. As vacinas oferecidas gratuitamente pelo SUS são seguras e eficazes para prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Por isso, é fundamental manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis”, concluiu o ministério.