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Taxa de juros alta mantém famílias brasileiras endividadas

Banco Central aponta endividamento das famílias em 49,9% e inadimplência de 5,3% em março

27/04/2026 às 16:25
Por: Redação

Dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (27) mostram que o custo elevado do crédito continua pressionando o orçamento das famílias no Brasil. Segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito, mesmo diante de taxas de juros elevadas, muitos consumidores buscam alternativas de financiamento de curto prazo, como o uso do cartão de crédito.

 

Em março, a taxa média de juros do crédito livre para pessoas físicas ficou em 61,5% ao ano. Apesar de registrar recuo de 0,4 ponto percentual em relação ao mês anterior, o índice segue em patamar elevado.

 

O levantamento do Banco Central aponta que a inadimplência do crédito total do Sistema Financeiro Nacional atingiu 4,3% em março, o que representa uma queda de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior. No entanto, ao considerar o acumulado de 12 meses, verifica-se aumento de 1,0 ponto percentual.

 

No recorte específico das famílias, o percentual de inadimplência chegou a 5,3%, com avanço de 1,4 ponto percentual em comparação ao mesmo período do ano anterior.

 

As informações do Banco Central também indicam que, em fevereiro, o endividamento das famílias brasileiras alcançou 49,9%, apresentando elevação de 0,1 ponto percentual no mês e de 1,3 ponto percentual nos últimos 12 meses. Já o comprometimento da renda familiar com dívidas atingiu 29,7%, com alta mensal de 0,2 ponto percentual e avanço de 1,9 ponto percentual em um ano.

 

Avanço no volume de crédito para famílias

 

O saldo total das operações de crédito no Sistema Financeiro Nacional alcançou 7,2 trilhões de reais em março, crescendo 0,9% no mês. O crédito destinado às famílias somou 4,5 trilhões de reais, correspondendo a uma expansão mensal de 0,8% e aumento de 10,9% no acumulado de 12 meses.

 

No segmento de crédito livre para pessoas físicas, o saldo atingiu 2,5 trilhões de reais, sendo registrado aumento de 1,1% em relação a fevereiro e crescimento de 12,3% frente a março de 2025. O Banco Central ressaltou que houve incremento nas operações de cartão de crédito à vista, crédito consignado para funcionários do setor privado e financiamentos de veículos.

 

Já o crédito direcionado às famílias, que contempla linhas com recursos e condições estabelecidas por regras específicas, chegou à marca de 2,0 trilhões de reais, com crescimento de 0,5% no mês e de 9,3% em 12 meses.

 

Expansão do crédito para o setor não financeiro

 

O crédito ampliado para o setor não financeiro totalizou 21,0 trilhões de reais em março, valor equivalente a 162,3% do Produto Interno Bruto (PIB), que considera toda a produção de bens e serviços finais em determinado período. Houve pequena retração de 0,3% no comparativo mensal, mas, na análise de 12 meses, o crescimento foi de 11,2%.

 

O volume de crédito ampliado às empresas chegou a 7,1 trilhões de reais, com alta mensal de 1,5%. O resultado foi impulsionado principalmente pela emissão de títulos privados de dívida, captação de empréstimos externos e operações do Sistema Financeiro Nacional.

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