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Trem do Choro realiza 13ª edição com homenagem a Nilze Carvalho

Evento celebra Dia Nacional do Choro e destaca participação feminina em 2026

21/04/2026 às 19:38
Por: Redação

No feriado dedicado a São Jorge, celebrado em 23 de abril no estado do Rio de Janeiro, o Trem do Choro promoverá um evento especial em comemoração ao Dia Nacional do Choro, referência ao aniversário do músico e compositor Alfredo da Vianna Filho, conhecido como Pixinguinha. Esta celebração ocorre em parceria com a SuperVia.

 

A iniciativa chega à sua 13ª edição e transforma o percurso ferroviário pelos subúrbios do Rio de Janeiro em uma experiência musical distinta. O evento tem origem em 2012, quando o músico Luiz Carlos Nunuka e colegas fundaram, em Olaria, zona norte carioca, uma roda de choro nomeada Instituição Cultural Grupo 100% Suburbanos.

 

Diante da repercussão alcançada em seu primeiro ano, a SuperVia passou a integrar o projeto como parceira a partir do segundo ano. Desde então, a cada Dia Nacional do Choro, a empresa disponibiliza um trem para que grupos de choro se apresentem em cada um dos oito vagões. Os vagões recebem nomes de grandes referências do gênero, sendo o primeiro deles dedicado a Pixinguinha.

 

“E a cada ano, o Trem do Choro está se espalhando cada vez mais”, disse à Agência Brasil Itamar Marques, representante do Coletivo Trem do Choro, responsável pela organização e promoção anual do evento. Marques esclarece que para participar, basta que o público pague apenas o valor regular da tarifa de embarque.


 

Evento destaca protagonismo feminino e tradição cultural

 

Nesta edição, a homenageada é Albenise de Carvalho Ricardo, nascida em 1969 em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, mais conhecida como Nilze Carvalho. Nilze é cantora, compositora, bandolinista e cavaquinista, formada em música pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), com trajetória profundamente conectada ao choro instrumental e ao samba da capital fluminense.

 

De acordo com Itamar Marques, a escolha de Nilze como homenageada tem como objetivo ressaltar o papel das mulheres, que frequentemente enfrentam situações de violência e agressões no país.

 

“Nada mais justo do que homenagear a mulher através de Nilze Carvalho”, destacou. Nilze ficará no primeiro carro, que tem maquinista. Em cada estação, o trem para convidando o público a integrar-se à festa e ouvir grandes chorinhos.


 

Durante esta 13ª edição, o Coletivo Trem do Choro também será formalmente oficializado. Este coletivo reúne diferentes instituições culturais situadas na região da Leopoldina.

 

Itamar Marques enfatiza a importância da colaboração de diversas entidades e profissionais para garantir a continuidade da trajetória histórica do Trem do Choro e a preservação do patrimônio cultural. Segundo ele, o choro alcançou reconhecimento mundial e seu público cresce a cada ano. Marques estima a participação anual de seis mil a sete mil pessoas no evento.

 

Detalhes da programação e atividades paralelas

 

A programação do evento terá início às 10 horas na Estação Central do Brasil, na Plataforma 12. O trem parte às 11h18 em direção à Estação Olaria, que recebe o nome simbólico de “Estação do Choro Zé da Velha”. Ao longo do trajeto, grupos de choro realizarão apresentações em cada vagão, promovendo a música instrumental brasileira.

 

Na chegada a Olaria, músicos e participantes realizam um cortejo pelo Circuito Mestre Siqueira até a Travessa Pixinguinha, local de residência do patrono da data, onde ele será homenageado. Posteriormente, haverá a tradicional roda de choro e uma feira cultural promovida pelo Instituto Cultural Grupo 100% Suburbano, localizada na Praça Ramos Figueira, conhecida como Reduto Pixinguinha. No mesmo espaço, será realizada uma ação social em parceria com o Lions Club.

 

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