A Campanha Nacional de Vacinação nas Escolas estabeleceu a meta ambiciosa de imunizar 27 milhões de crianças e adolescentes matriculados em instituições de ensino públicas por todo o país. A iniciativa, que teve início na sexta-feira (24), se estenderá até a próxima quinta-feira (30), com o objetivo primordial de atualizar a situação vacinal de estudantes na faixa etária de 9 meses a 15 anos de idade.
Para alcançar esse objetivo, a ação disponibiliza seis tipos distintos de imunizantes, cobrindo um amplo espectro de proteção. As vacinas oferecidas incluem as doses contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV), febre amarela, a tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola), a tríplice bacteriana (DTP), a meningocócica ACWY e a vacina contra a covid-19. Além disso, a estratégia de imunização abrange especificamente jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam a vacina contra o HPV.
A aplicação das vacinas é conduzida por profissionais de saúde qualificados e requer a autorização expressa dos pais ou responsáveis legais pelos alunos. Esta campanha integra-se ao Programa Saúde na Escola (PSE), uma colaboração estratégica entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação, que busca promover a saúde no ambiente escolar.
O governo federal também tem incentivado o uso da Caderneta Digital de Vacinação da Criança, uma ferramenta acessível por meio do aplicativo Meu SUS Digital. Lançada em abril de 2025, a plataforma já registrou mais de 3,3 milhões de acessos, permitindo que pais e responsáveis monitorem o histórico de vacinação de seus filhos e consultem as próximas doses recomendadas. Recentemente, o aplicativo foi aprimorado com uma nova funcionalidade que envia lembretes automáticos para pais, mães e responsáveis, baseados na idade das crianças, com o intuito de estimular a manutenção da caderneta de vacinação sempre atualizada.
Em um comunicado oficial, o Ministério da Saúde ressaltou a significativa reversão da tendência de queda nas coberturas vacinais, um problema histórico que se acentuou devido aos impactos da pandemia de covid-19 nos anos anteriores. Conforme dados da pasta, no ano de 2025, todas as vacinas integrantes do calendário infantil apresentaram um notável aumento em suas taxas de cobertura em comparação com os índices registrados em 2022.
A vacina tríplice viral, essencial para a proteção contra sarampo, caxumba e rubéola, atingiu uma cobertura de 92,96% em 2025, um crescimento expressivo em relação aos 80,7% observados em 2022. Esse desempenho é crucial para manter o Brasil livre do sarampo, mesmo diante da crescente incidência de casos na América do Norte.
A imunização contra o HPV, fundamental na prevenção do câncer de colo de útero, também demonstrou progressos importantes. A cobertura vacinal para meninas na faixa etária de 9 a 14 anos alcançou 86,11%, enquanto para os meninos o índice chegou a 74,46%. No público feminino, essa taxa de cobertura é cinco vezes superior à média global.
No que se refere à prevenção da meningite, a cobertura da vacina meningocócica ACWY registrou um salto de 45,8% em 2022 para 67,75% em 2025, evidenciando uma melhoria substancial na proteção contra essa doença.