Uma ação militar de Israel contra a flotilha Global Sumud foi alvo de repúdio formal por parte de doze países: Brasil, Turquia, Bangladesh, Colômbia, Jordânia, Líbia, Malásia, Maldivas, Mauritânia, Paquistão, África do Sul e Espanha. O grupo de nações manifestou condenação ao episódio, ocorrido em águas internacionais próximas à Ilha de Creta, envolvendo uma missão humanitária não violenta com destino à Faixa de Gaza.
Entre os sequestrados na abordagem israelense, estão quatro cidadãos brasileiros que integravam a delegação nacional na missão humanitária. Segundo o comunicado conjunto divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a flotilha civil buscava chamar atenção internacional para a situação humanitária em Gaza, navegando de maneira pacífica quando foi interceptada por militares de Israel.
Na nota emitida pelos governos que assinam a declaração, o ataque foi classificado como um grave desrespeito às normas internacionais. Os chanceleres envolvidos afirmaram que a ação militar, assim como a detenção dos ativistas humanitários em águas internacionais, representa violação explícita do direito internacional e das normas de direito internacional humanitário.
"Os ataques israelenses contra as embarcações e a detenção ilegal de ativistas humanitários em águas internacionais constituem flagrantes violações do direito internacional e do direito internacional humanitário", afirmam os chanceleres.
O comunicado conjunto também reivindica a libertação imediata de todos os ativistas detidos. Os ministros dos países signatários solicitaram à comunidade internacional que cumpra seus compromissos legais e morais, especialmente no que diz respeito ao respeito ao direito internacional, à proteção de civis e à responsabilização diante das violações ocorridas.
O episódio destaca o posicionamento dessas doze nações diante de operações militares em cenários de assistência humanitária e a preocupação internacional com a situação na Faixa de Gaza e o respeito às normas globais de proteção civil.