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Dólar recua para 4,95 reais e atinge menor cotação em dois anos

Dólar encerra abril com baixa de 4,38% e real se destaca entre as moedas mais valorizadas de 2024

01/05/2026 às 13:55
Por: Redação

O ambiente financeiro brasileiro encerrou o mês de abril sob forte otimismo, impactado tanto por fatores internacionais como pela postura do Comitê de Política Monetária (Copom). Durante o pregão desta quinta-feira, investidores estrangeiros optaram por vender dólares e alocar recursos em ativos brasileiros, como ações, levando a cotação do dólar comercial a cair para 4,952 reais, o menor valor registrado desde 7 de março de 2024. Com essa movimentação, a moeda americana teve baixa de 0,99% no dia, representando uma queda de 0,049 real em relação ao fechamento anterior.

 

No acumulado de abril, o dólar perdeu 4,38% de valor frente ao real. Considerando o desempenho de 2024, a desvalorização chegou a 9,77%, posicionando o real entre as moedas de melhor performance do período. Este cenário está relacionado à redução da força do dólar em âmbito global e à tendência de deslocamento de investimentos para mercados com taxas de juros mais elevadas.

 

No contexto interno, mesmo com o início do ciclo de redução da taxa básica de juros, o Brasil ainda mantém juros em patamar alto. Na quarta-feira, o Banco Central promoveu novo corte, fixando a Selic em 14,50% ao ano, e expressou postura cautelosa ao indicar riscos relacionados à inflação para as próximas decisões de política monetária.

 

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o Federal Reserve decidiu manter as taxas de juros entre 3,50% e 3,75%. O diferencial entre as taxas praticadas no Brasil e nos Estados Unidos amplia a atratividade do mercado brasileiro para investidores que buscam maior rentabilidade, o que contribui para a valorização do real.

 

No mesmo pregão, o euro comercial também registrou recuo, fechando cotado a 5,811 reais, queda de 0,48%. O valor atingido é o mais baixo desde 24 de junho de 2024.

 

Mercado de ações apresenta recuperação após sequência de baixas

A sessão desta quinta-feira foi marcada por uma retomada positiva no mercado acionário nacional. O índice Ibovespa, principal indicador da B3, encerrou o dia em 187.318 pontos, com alta de 1,39%. O avanço foi impulsionado tanto pela entrada de capital estrangeiro quanto por expectativas revisadas em relação à condução da política monetária brasileira.

 

A perspectiva de cortes mais graduais na Selic favorece a percepção de maior estabilidade econômica e tende a beneficiar o mercado de ações. Apesar disso, mesmo com a valorização registrada na última sessão de abril, o índice terminou o mês praticamente estável, já que uma sequência anterior de quedas eliminou parte dos ganhos alcançados anteriormente.

 

Durante o dia, investidores domésticos monitoraram indicadores econômicos e decisões políticas, que, apesar de acompanhados de perto, exerceram influência limitada sobre os preços dos ativos. Dados relativos ao mercado de trabalho revelaram resiliência da economia brasileira, reforçando a avaliação de que há menor espaço para cortes agressivos de juros no curto prazo.

 

Oscilações do petróleo influenciam mercados globais

As cotações do petróleo continuaram afetando as decisões de investidores em todo o mundo devido à forte volatilidade registrada. O preço do barril chegou a superar os 120 dólares durante o pregão, impulsionado por tensões geopolíticas envolvendo o Oriente Médio, mas perdeu força ao longo do dia.

 

O barril do tipo Brent, referência global utilizada pela Petrobras, fechou em 110,40 dólares, praticamente estável em relação ao pregão anterior. Já o barril WTI, negociado no mercado americano, encerrou o dia em 105,07 dólares, com recuo de 1,69%.

 

Essas oscilações refletem incertezas quanto ao fornecimento global de petróleo, em função de conflitos envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel, além de restrições na circulação de navios pelo Estreito de Hormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte da commodity. Mesmo com períodos de queda, os preços permanecem elevados, o que mantém pressão sobre a inflação internacional e impacta decisões de política monetária em diferentes países.

 

Informações complementares foram fornecidas pela Reuters

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