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MPRJ denuncia Marcinho VP, esposa e filho por crimes de lavagem de dinheiro

Acusados responderão por organização criminosa e ocultação de patrimônio do tráfico

02/05/2026 às 15:22
Por: Redação

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro protocolou denúncia judicial contra Márcio Santos Nepumuceno, conhecido como Marcinho VP, sua esposa Marcia Gama Nepomuceno, o filho Mauro Nepomuceno, identificado como Oruam, além de outras nove pessoas. Todos serão processados sob acusações de participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro.

 

Na mesma semana, a Polícia Civil executou mandados judiciais de prisão e de busca e apreensão dirigidos aos denunciados. O grupo, segundo a 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada do MPRJ, atuava na lavagem de recursos financeiros provenientes do tráfico de drogas em comunidades da cidade do Rio de Janeiro.

 

De acordo com as informações reunidas na denúncia, mesmo tendo sido condenado e estando recluso há mais de duas décadas no presídio federal de segurança máxima localizado em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Marcinho VP ainda exerce influência de comando sobre o Comando Vermelho. A Promotoria detalha que ele mantém controle direto sobre o fluxo de recursos e define estratégias da facção, gerindo decisões a partir da condição de liderança encarcerada.

 

Foi evidenciado nas investigações que a administração financeira do grupo ficava sob responsabilidade de Marcia Nepomuceno. Ela era a encarregada de receber, de forma reiterada, dinheiro em espécie repassado por outros membros do Comando Vermelho. Para dissimular a origem dos valores, Marcia Nepomuceno mantinha sob sua gestão a aquisição e administração de estabelecimentos comerciais, propriedades imobiliárias e fazendas.

 

O Ministério Público aponta que Mauro Nepomuceno, conhecido como Oruam, era diretamente favorecido pela estrutura criminosa. Ele recebia dinheiro de origem ilícita e utilizava a carreira artística no ramo musical como meio para disfarçar a procedência dos recursos obtidos nas atividades do grupo.

 

A denúncia apresentada pelo MPRJ especificou a existência de quatro núcleos distintos dentro da organização criminosa:

 

  • O núcleo de liderança encarcerada, representado por Marcinho VP, responsável pelo comando direto e tomadas de decisão estratégicas envolvendo o controle dos recursos.
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  • O núcleo familiar, formado por Marcia Nepomuceno e Oruam, que cuidava da intermediação das ordens vindas da liderança e da administração dos bens e ativos do grupo.
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  • O núcleo de suporte operacional, incumbido das ações de apoio à lavagem de dinheiro e das estratégias para ocultar o aumento patrimonial do grupo.
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  • O núcleo de liderança operacional, dedicado à execução das atividades ilícitas, especialmente o tráfico de drogas nas comunidades, responsável também por recolher recursos dessas operações e repassar parte deles ao núcleo familiar.
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    O Ministério Público esclarece que todos os citados passarão a responder, perante o Judiciário, pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, com detalhamento das condutas e funções exercidas por cada um nos diferentes núcleos da organização.

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