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PF cumpre 159 mandados contra abuso sexual de crianças em todo o Brasil

Operação Nacional Proteção Integral IV envolve ações em todo o Brasil e outros 15 países para enfrentar crimes sexuais contra menores.

28/04/2026 às 14:29
Por: Redação

A Polícia Federal iniciou nesta terça-feira, 28 de maio, a Operação Nacional Proteção Integral IV, voltada para a identificação e prisão de pessoas envolvidas em crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes.

 

Essa ação ocorre de maneira simultânea em pelo menos 15 outros países. No território brasileiro, a Polícia Federal executa 159 mandados de busca e apreensão em todas as 27 unidades da Federação. Além disso, são cumpridos outros 16 mandados de prisão preventiva.

 

Segundo comunicado oficial, a Operação Nacional Proteção Integral IV faz parte de uma iniciativa internacional coordenada, denominada Operação Internacional Aliados pela Infância VI, cujo objetivo é combater crimes transnacionais que atentam contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes.

 

Ao todo, a atuação conta com a participação de 503 policiais federais, distribuídos por todos os estados do país. Também integram a operação 243 policiais civis dos seguintes estados: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins.

 

No âmbito internacional, já foram cumpridos mandados de busca e apreensão na Argentina, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Espanha, França, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Uruguai.

 

“A ação busca integrar forças policiais nacionais e internacionais no combate a crimes de abuso sexual infantojuvenil, reforçando, no contexto do Maio Laranja, o compromisso com a prevenção e repressão dessas práticas”, destacou a PF.


 

Dados divulgados pela corporação apontam que, no ano de 2026, houve o cumprimento de pelo menos 450 mandados de prisão, por meio dos chamados Grupos de Capturas, tendo como alvo foragidos por crimes sexuais.

 

O órgão também ressaltou que, apesar do termo “pornografia” ainda estar presente no Estatuto da Criança e do Adolescente, o uso das expressões abuso sexual de crianças e adolescentes ou violência sexual contra crianças e adolescentes é preferido pela comunidade internacional, pois expressam de forma mais precisa a gravidade dessas ocorrências.

 

A corporação ainda enfatizou a necessidade de atuação preventiva por parte de pais e responsáveis, sugerindo o acompanhamento rigoroso do uso da internet por crianças e adolescentes, medida que pode reduzir riscos e proteger possíveis vítimas. A Polícia Federal orienta que o diálogo aberto sobre segurança digital, assim como a recomendação para que crianças e adolescentes relatem situações suspeitas, são estratégias fundamentais de proteção.

 

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